As informações são da Polícia Civil, que realizou uma coletiva de imprensa ontem (08) para dar detalhes dos avanços na investigação do assassinato. O delegado Marceone Ferreira e o perito Gilmario Lima apresentaram informações mais concretas sobre o suspeito de matar a criança a facadas e mostraram imagens inéditas.
Segundo as informações apresentadas nesta tarde, onze pessoas afirmaram ter visto o suspeito na área do bebedouro, para onde Beatriz se dirigiu. As testemunhas também informaram que o homem fingia beber água e tinha um “olhar assustador e intimidador”. Uma criança afirmou que o suspeito a teria chamado para buscar mesas e cadeiras no local onde o corpo de Beatriz foi encontrado, mas ela se assustou e fugiu.
Um funcionário da escola contou que ao perceber a presença do estranho no local no momento em que uma criança estava bebendo água, aguardou a criança sair para ir embora também.
O objeto do crime, uma faca com cerca de 30 cm, foi deixado ao lado do corpo da criança. Nela, foi identificado um DNA masculino, o mesmo que estava nas unhas de Beatriz. A partir desse dado foram realizados 65 exames comparativos do material em pessoas suspeitas, mas nenhum resultado foi positivo. A possibilidade de violência sexual também foi descartada após exames periciais e análise da situação das roupas da menina.
Imagens do evento também estão sendo utilizadas para identificar o suspeito. O material que compõe essa análise inclui imagens do evento realizadas por fotógrafos e cinegrafistas profissionais e fotos amadoras cedidas por pessoas que estavam presentes no evento.
O material inclui mais de quatro mil fotos, além das imagens e vídeos do circuito interno de segurança da escola e dos estabelecimentos comerciais que ficam próximos ao local. Uma pessoa semelhante à descrição aparece nas imagens e foi identificada pelas testemunhas como sendo o homem que estava no bebedouro.