O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (18) que vai passar a levar em conta critérios como perda de visão, audição, comprometimento e deficiência de membros para avaliar se uma criança tem danos de desenvolvimento provocados pelo vírus da zika. Até agora, o principal critério levado em consideração era o perímetro da cabeça dos bebês.
A nova medida foi tomada com base em evidências científicas de que mesmo crianças com tamanho de cabeça dentro dos parâmetros considerados "normais" podem apresentar consequências do vírus.
Desde a descoberta da microcefalia, pesquisadores apontaram outras doenças relacionadas à infecção e isso levou à Organização Mundial da Saúde a determinar a síndrome congênita do zika.
Segundo a pasta, o objetivo é garantir cuidado a todas as crianças, inclusive as que apresentaram alterações tardias - o ministério informou que vai passar a acompanhar por três anos crianças de mães que tiveram zika durante a gravidez. Até então, só eram monitorados bebês com microcefalia. Os novos critérios afetam as regras para notificação, investigação e classificação final de casos suspeitos da doença.
O governo também passa a recomendar uma segundo ultrassom no sétimo mês de gravidez. Para garantir o exame, o ministro anunciou que o governo vai liberar repasses mensais aos estados para que a rede pública realize essa segunda ultrassonografia.