sábado, 11 de janeiro de 2014

Eduardo volta a cutucar petistas sutilmente

O governador de Pernambuco e possível candidato à Presidência, Eduardo Campos (PSB), voltou a atacar de forma velada o PT nesta sexta-feira (10), em Escada, município da Mata Sul do estado, ao afirmar que “tem muito político que só gosta de falar” e que as pessoas precisam aprender também a ouvir. “Não é à toa que Deus nos deu dois ouvidos e uma boca só”, disse ele. “Tem gente que fala dois tantos do que escuta. Eu prefiro ouvir dois tantos do que falo para aprender todo dia“, declarou ele.
Chamado de “tolo” e “playboy mimado” esta semana em texto apócrifo publicado na página oficial do PT no Facebook, Campos exaltou o desempenho do Estado na sua administração e disse que só não faz o mesmo “aqueles que não sabem colocar a vela do barco na direção do vento que sopra”. Segundo o governador,“não tem vento bom para quem não sabe para onde quer ir, para aqueles que têm preguiça de trabalhar, para aqueles que cuidam mais da futrica política do que da vida do povo”.
Ainda sem citar nomes, Campos voltou a se defender das críticas petistas afirmando que nunca atacou ninguém. “Ninguém nunca me viu aqui, na rádio em Escada, na rádio em Palmares, ou na televisão, falando mal de quem quer que seja, mas todos me viram aqui somando forças, unindo as pessoas,“, afirmou. “O povo não quer ver briga, baixaria, o povo quer ver realização, trabalho, serviço, oportunidade.”
Aplaudido diversas vezes durante seu discurso, o governador disse que é preciso“traduzir palavras que muitos sabem dizer em ações que nem todos sabem fazer”e que “fazer a palavra virar mudança na vida dos que mais precisam é a arte da boa política”. E reforçando o seu bordão de pré-campanha, afirmou que todos devem “olhar para o futuro” para “seguir melhorando”, porque não quer “andar para trás“, voltar para o “tempo em que as coisas estavam sendo desmanchadas”.
Oposição sistemática
Em Escada, onde assinou ordem de serviço para a construção de uma unidade de saúde, Campos disse também que a população precisa entender que “não se faz as coisas com promessas, no joguete político que muitas vezes atrapalha o município”.
Após a solenidade, em entrevista, Campos, que também é presidente nacional do PSB, não comentou a possível decisão da bancada do seu partido no Congresso de adotar uma postura de oposição sistemática ao governo federal, como forma de retaliação aos ataques desferidos pelo PT. “Sobre a bancada, fala o líder, eu não falo sobre isso“, disse ele.